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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Falsificação de luxo “é aceitável”?

Com os olhos postos nas falsificações de marcas como Louis Vuitton, Gucci ou Burberry, os consumidores britânicos estão cada vez mais dispostos a aceitar e a adquirir artigos de luxo pirateados
Adquirir um artigo de luxo falsificado é hoje "socialmente aceitável". Esta é a conclusão de uma recente investigação divulgada pelo Just-Style e realizada aos consumidores do Reino Unido. O relatório foi desenvolvido pela Davenport Lyons e refere que, durante 2006, cerca de dois terços dos consumidores britânicos adquiriram artigos de luxo piratas.
Entre os tipos de artigos adquiridos estão vestuário, calçados, relógios e jóias, com os dados que revelam um aumento anual de 20 por cento. O estudo, intitulado de "Fake luxury goods shift into social acceptance; but who benefits?", foi elaborado com base nas respostas de 2000 consumidores britânicos e identificou as marcas Louis Vuitton, Gucci e Burberry como as mais pirateadas.
De acordo com outro estudo realizado pela Davenport Lyons, através da Ledbury Research, os consumidores estão gastando 10% mais neste tipo de artigos, trazendo o consumo médio por pessoa para as 21,30 libras esterlinas (31,84 euros).
Com base nos resultados apresentados pelo relatório, Simon Tracey, responsável pela área de propriedade industrial e marcas no Davenport Lyons, afirma que «a aceitação social de artigos falsificados é um comportamento que inspira preocupação».
De acordo com este responsável, é necessário combater a procura de produtos falsificados no Reino Unido.
O relatório mostra que 80% dos consumidores seriam dissuadidos de comprar os artigos se soubessem que as compras ajudam ao financiamento da atividade criminal.
Com base neste dado, o relatório evidencia que a melhor forma de mudar a atitude do consumidor em relação a artigos falsificados seria alertando-o para o fato do resultado das vendas se destinarem ao financiamento do crime organizado, incluindo o terrorismo.
Conforme acrescenta Tracey, «a atividade de dissuasão se centra até a data na divulgação das apreensões de produtos falsificados».
No entanto, o relatório vem demonstrando que esta abordagem apresenta pouco impacto sobre os padrões de compra de produtos falsificados, evidenciando a necessidade de clarificar os consumidores com dados concretos sobre os destinos das receitas obtidas pela venda de artigos de pirataria.
Tracey refere ainda a necessidade «das marcas identificarem claramente as fábricas que produzem os artigos genuínos e as que produzem falsificações».
A investigação evidencia também que à medida que as viagens para o estrangeiro se tornam mais freqüentes, nomeadamente para a Europa, China e Japão, os artigos falsificados são adquiridos tanto no mercado externo, como no interno, com a Internet assumindo uma importância crescente neste comércio.

Confira fotos dos desfiles da Louis Vuitton, Gucci e Burberry na semana de moda internacional Primavera/Verão 2008.

FONTE:www.portugaltextil.com
Edição:Márcia Kimie